O LIVRO PERDIDO DE ENKI - 3ª TABULETA


A ORIGEM DO CULTO AO SHABAT (SABÁDO) - 3ª TABULETA



Ao ler a terceira tabuleta do Livro perdido de Enki, o chão pareceu-me sumir debaixo dos meus pés, e eu me senti em queda livre.

Esta tabuleta, narra a chegada de Enki à Terra, e o que ele e a sua equipe fizeram durante os seis primeiros dias, até que ele mesmo, o então Comandante da Missão Terra, decidisse que todos descansariam no sétimo dia, estabelecendo assim, um DECRETO PERPÉTUO, que foi acatado posteriormente por Enlil.

À medida que ia lendo, ia também reconhecendo a semelhança da narrativa com os textos da Torá, o que acabava me remetendo ao passado, quando meu avô me mandava repetir, Eclesiastes 1:17-18. Era uma sensação de um enorme vazio, que ia preenchendo meu corpo, enquanto minha cabeça não parava de girar.

Primeiro, afoguei-me em um copo com água. Depois, atirei-me embaixo do chuveiro, com a água muito fria e em pleno inverno. Então respirei fundo, tomei uma caneca transbordante de café quente, me aqueci e voltei à razão.




Para ajudar a entender:

* O livro perdido de Enki foi encontrado há dois séculos, e data de 6.000 a.C.

** Ea – Aquele cujo lar é a água + Ki – Terra = Enki – Senhor da Terra.

*** Alalu era o rei em Nibiru, mas foi destronado por Anu e fugiu para além do bracelete Esculpido (Cinturão de Kuiper ou o Cinturão de Asteróides que protege a Terra), para tentar encontrar ouro atômico, para salvar Nibiru. No entanto, não há nada que indique que Alalu tenha construído alguma coisa. Somente com a chegada de Enki, seu genro é que chegou à Terra e organizou tudo.

Vamos ao relato:




A CRIAÇÃO DE ERIDÚ, ONDE FICAVA O JARDIM DO ÉDEN

“Enki logo, dirigiu estas palavras à Anzu: Transmite estas palavras à Nibiru. Ao rei, meu pai Anu, anuncia a feliz chegada! Não demorou para trocar o tom dos céus, do resplendor ao avermelhado se tornou. Ante seus olhos se revelou uma visão nunca antes vista: o Sol, como uma esfera vermelha, estava desaparecendo no horizonte! O temor se apoderou dos heróis, que temiam uma Grande Calamidade! Alalu (o primeiro Anunnaki e chegar à Terra e sogro de Enki), com palavras risonhas, confortou-lhes dizendo: É um pôr de Sol, e ele marca o fim de um dia na Terra. Aproveitem para um breve descanso; uma noite na Terra é mais curta do que possam imaginar. Antes do que possam esperar, o Sol fará sua aparição; será de dia na Terra!

Inesperadamente, chegou a escuridão, e separou os céus da Terra. Os relâmpagos rompiam a escuridão, e aos trovões lhes seguiram as chuvas. Os ventos sopraram sobre as águas, eram as tormentas de um deus estranho. No carro, os heróis ficaram esperando. Para eles, não chegou o descanso; estavam muito agitados. Com os corações acelerados, esperavam a volta do Sol. Sorriram quando apareceram seus raios, contentes e dando-se palmadas nas costas. E anoiteceu e amanheceu, foi seu PRIMEIRO DIA na Terra.

A SEPARAÇÃO DAS ÁGUAS

Ao romper o dia, Ea/Enki refletiu sobre a situação; devia pensar sobre como separar as águas das águas. Nomeou Engur, o senhor das águas doces, para que os provesse de águas potáveis. Este, foi à laguna da serpente com Alalu, para valorizar suas águas doces.

_ A laguna estava abarrotada de serpentes malignas! disse Engur.

Então, Ea/Enki contemplou os pântanos, sopesando a abundância de águas de chuva. À Enbilulu pôs-lhe ao cargo dos pântanos, lhe indicou que assinalasse os matagais de treliças. À Enkimdu pôs-lhe ao cargo da sarjeta e do dique, para que elaborasse uma fronteira frente aos pântanos, para que fizesse um lugar onde reunir as águas que choviam do céu. Assim, se separaram as águas de debaixo das águas de acima, separaram-se as águas dos atoleiros das águas doces. E anoiteceu e amanheceu, foi o SEGUNDO DIA na Terra.

ISIMUD NOMEIA AS PLANTAS E AS ÁRVORES FRUTÍFERAS

Quando o Sol anunciou a manhã, os heróis já estavam levando a cabo as tarefas atribuídas. Ea/Enki dirigiu seus passos, junto à Alalu, para o lugar de erva e árvores, para examinar tudo o que cresce na horta, ervas e frutas segundo sua espécie. À Isimud, seu vizir, Ea/Enki lhe fez umas perguntas:

_ Que planta é esta? Que planta é aquela? perguntava-lhe.

Isimud, muito instruído, pôde distinguir os mantimentos que crescem bem; arrancou uma fruta para a Ea/Enki.

_ É uma planta de mel! Disse à Ea/Enki, enquanto comeu uma fruta.

Ea/Enki estava comendo uma fruta! Do alimento que cresce, diferenciado por sua bondade, Ea/Enki pôs ao cargo o herói Guru. Assim, se proveram os heróis de água e mantimentos; não se fartavam. E anoiteceu e amanheceu, foi o TERCEIRO DIA na Terra.

A DIFERENÇA ENTRE OS DOIS GRANDES LUZEIROS

O quarto dia cessaram de sopro os ventos, o carro já não se viu perturbado pelas ondas.

_ Que se tragam ferramentas do carro, que se construam moradas no acampamento! Ordenou Ea/Enki.

Então, ele pôs Kulla ao cargo do molde e o tijolo, para que fizesse tijolos de argila; à Mushdammu lhe indicou que pusesse os alicerces, para levantar moradas habitáveis. Todo o dia esteve brilhando o Sol, uma grande luz houve durante o dia. Ao anoitecer, Kingu, a lua da Terra, jogou em sua plenitude uma luz pálida sobre a Terra, uma luz menor para governar a noite, para ser contado entre os deuses celestiais. E anoiteceu e amanheceu, foi o QUARTO DIA na Terra.

ULMASH NOMEIA AS AVES E OS PEIXES

O quinto dia, Ea/Enki ordenou à Ningirsig que fizesse um navio de juncos, para tomar a medida dos pântanos, para analisar a extensão dos atoleiros. Ulmash, que conhece o que prolifera nas águas, que tem conhecimentos das aves de caça que voam, foi com Ea/Enki, como companheiro, para que distinguisse o bom do mau. (LEIS DE KASHRUT)

Das espécies que pululam nas águas, das espécies que oferecem suas asas no céu, muitas eram desconhecidas para Ulmash; seu número era desconcertante. Boas eram as carpas, entre o mau foram nadando. Ea/Enki convocou Enbilulu, o senhor dos pântanos; Ea/Enki convocou Enkimdu, a cargo da sarjeta e o dique; lhes deu palavras, para fazer uma barreira nos pântanos; para fazer um recinto com canos e juncos verdes, e separar ali uns peixes de outros, uma armadilha para carpas, que de uma rede não pudessem escapar, um lugar de cuja armadilha não pudesse escapar nenhuma ave que fôra boa para comer. Assim, os heróis se proveriam de pescado e de caça, separando as espécies boas das más. E anoiteceu e amanheceu, foi o QUINTO DIA na Terra.

ENURSAG DISTINGUE RÉPTEIS E MAMÍFEROS DÓCEIS E SELVAGENS

O sexto dia, Ea/Enki teve em conta às criaturas da horta. À Enursag, lhe atribuiu a tarefa de distinguir o que se arrasta pelo chão do que caminha sobre pés. Enursag se assombrou de suas espécies, de sua ferocidade deu conta.
Ea/Enki convocou Kulla, e à Mushdammu deu ordens urgentes:

_ Para a noite, as moradas têm que estar terminadas, e rodeadas por uma cerca de amparo!

Os heróis puseram mãos à obra, sobre os alicerces ficaram os tijolos com rapidez. Os cobertos se fizeram de cano, e a cerca se levantou com árvores cortadas. Anzu, trouxe do carro um Raio-que-mata (Pistolas de eletrochoque?), um Falador-Que-Transmite-Palavras (Telemóvel com Telegram e Whatsaap?) pôs na morada de Ea/Enki; ao anoitecer, o acampamento estava terminado!

Os heróis se congregaram em seu interior de noite. Ea/Enki, Alalu e Anzu consideraram os fatos; tudo o que foi feito era na verdade bom! E anoiteceu e amanheceu, o SEXTO DIA.

No sétimo dia, os heróis se reuniram no acampamento, Ea/Enki lhes disse estas palavras:

_ Empreendemos uma perigosa viagem, percorremos um perigoso caminho desde Nibiru até o sétimo planeta (Terra). À Terra chegamos sem novidade, muitas coisas boas conseguimos, estabelecemos um acampamento. Que este dia seja de DESCANSO; a partir de agora, O SÉTIMO DIA SERÁ SEMPRE DE DESCANSO!

EIS A ORIGEM DO SHABAT!!!



Agora, vamos comparar com a Torá?

**** A Torá Oral foi inspirada por volta de 3.500 a.C., mas só começou a ser escrita, como a conhecemos, desde o exílio babilônico propriamente dito (586 a.C.), quando Esdras e Neemias (450- 400 a.C.) perceberam a necessidade de unificar o povo em torno de uma Torá Escrita, com um “Deus” único. Este “Deus”, era Enlil/Yahweh. A partir de então, todo o povo foi ensinado a abandonar os outros deuses do panteão hebreu e canaanita. Foi neste momento também, que os sumérios foram excluídos tanto quanto os outros anunnaki do clã de Enlil se transformam no Yahweh, enquanto que os anunnaki do clã de Enki, tanto quanto os Igigi e os dissidentes de Enlil, formaram uma amálgama, que deu origem ao Ha Satã.

***** A Torá começa assim:

בְּרֵאשִׁית בָּרָא אֱלֹהִים אֵת הַשָּׁמַיִם וְאֵת הָאָרֶץ
Bereshit bara Elohim et hashamayim ve'et ha'aretz

****** Elohim é plural e quer dizer DEUSES.

TORÁ – BERESHIT/GÊNESIS 1

1. No princípio criou Deus os céus e a terra. 2. A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas. 3. Disse Deus: haja luz. E houve luz. 4. Viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas. 5. E Deus chamou à luz dia, e às trevas noite. E foi a tarde e a manhã, o DIA PRIMEIRO.

6. E disse Deus: haja um firmamento no meio das águas, e haja separação entre águas e águas. 7. Fez, pois, Deus o firmamento, e separou as águas que estavam debaixo do firmamento das que estavam por cima do firmamento. E assim foi. 8. Chamou Deus ao firmamento céu. E foi a tarde e a manhã, o DIA SEGUNDO.

9. E disse Deus: Ajuntem-se num só lugar as águas que estão debaixo do céu, e apareça o elemento seco. E assim foi. 10. Chamou Deus ao elemento seco terra, e ao ajuntamento das águas mares. E viu Deus que isso era bom. 11. E disse Deus: Produza a terra relva, ervas que dêem semente, e árvores frutíferas que, segundo as suas espécies, dêem fruto que tenha em si a sua semente, sobre a terra. E assim foi. 12. A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo as suas espécies, e árvores que davam fruto que tinha em si a sua semente, segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom. 13. E foi a tarde e a manhã, o DIA TERCEIRO.

14. E disse Deus: haja luminares no firmamento do céu, para fazerem separação entre o dia e a noite; sejam eles para sinais e para estações, e para dias e anos; 15. e sirvam de luminares no firmamento do céu, para alumiar a terra. E assim foi. 16. Deus, pois, fez os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; fez também as estrelas. 17. E Deus os pôs no firmamento do céu para alumiar a terra, 18. para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom. 19. E foi a tarde e a manhã, o DIA QUARTO.

20. E disse Deus: Produzam as águas cardumes de seres viventes; e voem as aves acima da terra no firmamento do céu. 21. Criou, pois, Deus os monstros marinhos, e todos os seres viventes que se arrastavam, os quais as águas produziram abundantemente segundo as suas espécies; e toda ave que voa, segundo a sua espécie. E viu Deus que isso era bom. 22. Então Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas dos mares; e multipliquem-se as aves sobre a terra. 23. E foi a tarde e a manhã, o DIA QUINTO.

24. E disse Deus: Produza a terra seres viventes segundo as suas espécies: animais domésticos, répteis, e animais selvagens segundo as suas espécies. E assim foi. 25. Deus, pois, fez os animais selvagens segundo as suas espécies, e os animais domésticos segundo as suas espécies, e todos os répteis da terra segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom. 26. E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra. 27. Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 28. Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra. 29. Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento. 30. E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todo ser vivente que se arrasta sobre a terra, tenho dado todas as ervas verdes como mantimento. E assim foi. 31. E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o DIA SEXTO.

BERESHIT/GÊNESIS 2
1. Assim foram acabados os céus e a terra, com todo o seu exército. 2. Ora, havendo Deus completado no DIA SÉTIMO a obra que tinha feito, DESCANSOU NESSE DIA de toda a obra que fizera. 3. ABENÇOOU Deus O SÉTIMO DIA, E O SANTIFICOU; PORQUE NELE DESCANSOU DE TODA A SUA OBRA QUE CRIARA E FIZERA.

******* Vale ressaltar aqui, que o conhecimento de todos esses Anunnaki sobre os animais, foi o que resultou na lei de Kashrut, ou dieta de pureza alimentar (Kasher/Kosher), que ajuda no bom funcionamento do nosso aparelho digestivo.


Duas coisas fazem todo o sentido para mim, desde então:

A primeira, é que foi o Shabat que guardou o povo que Enlil/Yahweh separou para ele. E até hoje é assim, muito embora, tenha sido o seu irmão Enki, o idealizador de tudo.

A segunda, é que, de fato, o homem não foi feito para o sábado, mas o sábado é que foi feito para o homem.

Shabat Shalom!

Comentários

  1. Toooop demais, me trouxe muita compressão.Shalom

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    1. Tem muita coisa para debatermos ... continue lendo para ficar por dentro do tema...Na frase: o Shabat foi feito para o homem e não o homem para o Shabat, onde está o sujeito? Resposta: O sujeito tá criando um problema enorme para a narrativa que usaram para Enlil, embora o criador do descanso ao sétimo dia foi Enki. E porque o sujeito resolveu desconstruir a narrativa que favorecia Enlil? Talvez, pq o sujeito é ligado ao clã de Enki.

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