O LIVRO PERDIDO DE ENKI – 11ª TABULETA - PARTE III




AS DIFERENÇAS ENTRE OS ANUNNAKI SÓ AUMENTAM. É O COMEÇO DO FIM.


Longe do Sol e da luz, sem comida nem água, Marduk foi enterrado vivo dentro do Ekur (Pirâmide de Gizé). 


Ninmah/Ninhursag, a pacificadora, convocou os irmãos Enki e Enlil e disse:


_ Marduk deve ser castigado, mas não merece a morte! Viva Marduk no exílio, que entregue a Ninurta, a sucessão na Terra! 


_ Se a paz deve voltar e Marduk viver, temos que chegar a acordos vinculantes! Disse Enlil ao irmão Enki.

 

Assim, todas as instalações que enlaçam Céu e Terra foram confiadas à Enlil, o senhorio sobre a Terra dos Dois Estreitos (próximas ao Rio Nilo), que deu aos seus filhos (Ninurta, Nanar-Sin e Ishkur).



Os Igigi que seguiam a Marduk tiveram que renunciar ao Lugar de Aterrissagem (Baalbeck – Líbano), e Marduk foi exilado na Terra Sem Retorno.


Enki reconheceu em seu coração a decisão: 


_ Assim seja! Disse inclinando a cabeça. Entretanto, só Ningishzidda conhece as vísceras do Ekur (Pirâmide de Gizé); que seja ele a tirar Marduk das vísceras seladas pelos blocos, para libera-lo.


Ningishzidda chegou ao interior do monte artificial e abriu uma saída, evitando os três blocos de pedra, chegando à câmara superior, sobre uma pequena plataforma, onde levantou as portículas e resgatou Marduk desacordado. 


Com cuidado baixou Marduk ao exterior, onde Sarpanit e Nabu, filho, esperavam o marido e o pai.


Enki transmitiu os termos da liberação, mas Marduk se enfureceu: 


_ Tivesse preferido morrer que renunciar a meu direito de nascimento! Gritou. 


Sarpanit confiou em seus braços o filho, Nabu. 


_ Nós somos parte de seu futuro! Disse-lhe ela. 


Marduk se enfureceu e se humilhou. 


_ Rendo-me ante a sorte que lançaram sobre mim! Disse baixinho.


Com o Sarpanit e com o Nabu partiu para uma Terra Sem Retorno. 


Um texto egípcio encontrado nas tumbas faraônicas, chamado "A Atribuição de Funções para Thoth/Ninghizida", relata que Rá/Marduk transferiu poderes para Thoth/Ninghizida, designando-o como “Thoth, o Usurpador”; “Ficarás em meu lugar. Estou aqui no céu, meu lugar apropriado”, anunciou Rá/Marduk. 


O fato de que um segmento de ausência dos semideuses durava 3.650 anos – quase o mesmo período da órbita média de Nibiru (em nosso sol e Sírius), de 3.600 anos – sugere que Rá/Marduk tenha passado lá sua ausência da Terra.


Quando Marduk/Rá saiu Ninurta entrou no Ekur (Pirâmide de Gizé), através do conduto e um corredor horizontal, indo até o centro. Em sua parede leste (oriental), em um nicho artisticamente lavrado, estava a Pedra do Destino, que emitia uma radiação vermelha. 




_ Seu poder me apanha para me matar, com uma atração mortal me subjuga! gritou Ninurta dentro da câmara. Levem isso! Destruam por completo! 


Em um arca cavada pulsava o coração do Ekur, a força de sua rede se potencializava com cinco compartimentos. Ninurta golpeou a arca de pedra com sua vara; aquela respondeu com uma ressonância. 


Ninurta ordenou que se tirasse a Pedra Gug (cristal emissor de feixes, transferida da Grande Pirâmide para o Monte Mashu, um monte equipado com instrumentos no porto especial do Sinai), que determina as direções e levou-a até um lugar de sua eleição. 



Ninurta se elevou ao céu com seu Pássaro Negro (nave espacial), prestou atenção à Pedra Ápice, que representava a personificação de Marduk/Rá, seu inimigo e, com suas armas a soltou, até o chão fazendo-a em pedaços. 


* Aqui, vemos mais uma vez, a metáfora cristã da luta entre o Arcanjo Miguel/Ninurta) contra um dos filhos de Satanás/Marduk).


_ Com isto, termina para sempre o temor a Marduk! Declarou Ninurta vitorioso. 


Durante o período de exílio de Marduk/Rá, a civilização suméria desabrochou. Quando ele retornou havia uma expansão dos quartéis-generais de Enlil e Enki, na forma de templos sagrados cercados por cidades que se agrupavam (Nippur e Eridu respectivamente), as cidades dos Homens haviam se estabelecido.


A nova instituição da realeza fora inaugurada em uma nova cidade, Kish, sob a proteção de Ninurta. Nanar-Sin ganhou domínio sobre um novo centro urbano chamado Ur. 


Um templo sagrado, construído para a visita de Anu e Antu, foi expandido para tornar-se a cidade de Uruk (a Erech bíblica), que foi dada de presente a Inana/Ishtar. 


As funções dos sacerdotes foram formalizadas; um calendário – o famoso Calendário de Nippur – foi introduzido, baseado em sofisticados conhecimentos astronômicos e festivais oficiais.



Para minimizar os atritos, as divisões de domínio entre Enlil no Éden/Edin e de Enki no Abzu/África do Sul foram formalizadas, ficando o primeiro e seus descendentes com o domínio sobre a Suméria, Ásia e parte da Europa, enquanto o último ficava com o Continente Africano. 


Isso significava que a Pista de Aterrissagem antediluviana e o novo Centro de Controle de Missão ficavam no território de Enlil, e as grandes pirâmides com seus intrincados sistemas de direcionamento permaneciam nas mãos de Enki. 


Portanto foi decidido que o Centro de Controle de Missão fosse erigido na Península do Sinai, sob o controle neutro de Ninmah. Para marcar o evento, ela recebeu o epíteto de NIN.HUR.SAG – “Senhora dos Picos” (as Pirâmides).


À Ninurta, que já tinha vencido Anzu, e agora Marduk/Rá, foi concedido os poderes de Enlil, para substituir seu pai em todas as terras.


À Ishkur/Adad, outro filho de Enlil, foi lhe concedido o senhorio do Lugar de Aterrissagem, nas Montanhas dos Cedros (Baalbeck – Líbano), unindo assim o Lugar de Aterrissagem a seus domínios do norte.


As terras ao sul e a leste dali, onde se haviam se espalhado os Igigi e seus descendentes, deram à Nanar-Sin como dote imperecível.


A Península do Sinai, onde estava o Lugar dos Carros se incluiu nas terras de Nannar-Sin e à Utu/Shamash lhe confirmou como comandante do Lugar e do Umbigo da Terra (Iraque). 


Como atestou Máneton (um sacerdote egípcio que escreveu a história e a pré-história do Egito nos tempos gregos), a Terra dos Dois Estreitos (próxima ao Rio Nilo), Enki atribuiu o senhorio à Ningishzida/Toth. 


Nenhum dos outros filhos de Enki pôs objeções a isto, a não ser Inanna, neta de Enlil, que reivindicou a herança de Dumuzi, seu noivo falecido, exigindo de Enki e Enlil, um domínio para ela, e recebendo a as Terras de Zamush - Índia.



Tinham passado quase dois Shars (7.200 anos) dos tempos do Dilúvio, a Grande Calamidade, os Terrestres tinham proliferado, das terras montanhosas voltavam para as terras baixas. 
Eram descendentes da Humanidade Civilizada através de Ziusudra/Noé, estavam misturados com a semente dos Anunnaki. 


Os descendentes dos Igigi que se mesclaram com mulheres Terrestres também estavam por essas terras, e nas terras distantes, sobreviviam os parentes de Ka-in (meso e norte-americanos). 


Poucos e nobres eram os anunnaki que tinham chegado de Nibiru, poucos eram seus descendentes perfeitos.

 

Os Grandes Anunnaki consideraram como estabelecer assentamentos para eles mesmos e para os Terrestres, como manter sua nobreza sobre a Humanidade, como fazer que os muitos obedecessem e os servissem aos poucos. 





* Ainda somos governados por eles, através das descendências de reis e rainhas e presidentes das grandes potências.


Os líderes trocaram palavras com Anu a respeito de tudo isto, e sobre o futuro.
 E Anu decidiu vir à Terra uma vez mais.


Sentenciado ao exílio, Marduk/Rá tornou-se Amon-Rá, o deus invisível. Ao seu retorno, contudo, ele reparou num local não muito longe de onde fora o campo de pouso e determinou-se a fazer uma Bab-Ili – “Portão dos Deuses” (de onde se derivou o nome posterior de Babilônia). Seria uma expressão real e um símbolo de sua supremacia.



Aliás, a era zodiacal do Touro pertencente à Enlil e seu clã, estava terminando (Touro: 4468 a.C. até 2308 a.C.), e agora aproximava-se a aurora do primeiro dia, em que o Sol se levantaria na primavera da Mesopotâmia, na constelação zodiacal de Áries a constelação de Marduk. 


O ciclo celestial do Destino favorecerá a supremacia de Marduk, e ele lançará uma marcha contra a Mesopotâmia, enquanto seus seguidores organizados por seu filho, Nabu(codonosor), invadirão o Sinai para tomar o novo espaço porto.




O conflito em escala é descrito num texto conhecido como o Erra Epos, que nos relata como, sem enxergar alternativa, os deuses em oposição a Marduk utilizaram armas nucleares para destruir o espaço porto (e como espetáculo à parte, as cidades de Sodoma e Gomorra). 


Porém o destino interveio para auxiliar Marduk. Assim, os ventos dominantes do oeste o pouparam, mas destruíram e desedificaram o Oriente Médio e o Norte da África.

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